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Archive for the ‘web 2.0’ Category

Para Finalizar.

A experiência do TEDxSudeste foi muito além do que pode ser transposto em texto. Tenho acompanhando as postagens de alguns sobre o tema e é nitidamente claro que o TED ficou em cada um de um jeito que não dá pra parar de pensar. Cada coisa que foi dita naquele sábado está ecoando na minha cabeça e tenho certeza que muita coisa ainda será dita ou feita como reflexo daquela dose de inspiração. Como uma grande amiga me disse, estou precisando acabar de “viver o TED”.

Apesar de não ter comentado de outras palestras, não quer dizer que elas não tenham me marcado. Exemplos: Já era fã do Vik Muniz e de seu maravilhoso trabalho. Entender um pouquinho mais do seu processo criativo foi demais. Conhecer ao vivo e a cores Rodirgo Pimentel – o verdadeiro Capitão Nascimento – idem. Jaime Lerner, Marcelo Yuka, Jean Paul Ganem, Cezar Taurion, Vasco Furtado e todos os outros idem idem idem idem. Cada um com uma proposta. Cada proposta me impactando de uma forma diferente.

A impressão que tenho é de que qualquer coisa mais que escrever do TEDxSudeste vai soar pouco. Paro por aqui.

O que aconteceu na cúpula do Planetário da Gávea naquele sábado desencadeou um processo irreversível. E a experiência do TEDxSudeste ecoa em mim como o retumbar do big bang que propaga no espaço.

Aos organizadores, obrigada pela experiência. Aos palestrantes, obrigada pela inspiração.

* Só pra não perder o costume, alguns links que lembrei e que têm alguma relação com o que ouvi por lá:

  • SnapScouts: Aplicativo Android para prevenção de crimes com base em Crowdsorcing e geolocalização – tem relação com a fala do Vasco Furtado sobre o WikiCrimes.
  • Point & Find da Nokia: Aplicativo para reconhecimento de imagens, reflete uma tendência e tem relação com a palestra da Karina Israel sobre realidade aumentada.
  • O Pic Nic do Cidade Eletronika ocorrido em BH ontem me lembrou uma mistrura dos  jardins do bloomproject.org.br, de Jean Paul Ganem, com a acupuntura urbana do Jaime Lerner. “Plantaram” grama no meio da rua, em frente à faculdade de arquitetura da UFMG, transformando o ponto num foco de enegria inacreditável. Não poderia haver melhor exemplo para a acupuntura urbana que o Jaime Lerner propôs em sua apresentação. Pessoas reunidas, num ambiente urbano, para fazer um pic nic no meio da rua ao som de tendências musicais do cenário eletrônico e tb ao som de grilos e passarinhos artificiais. Super descolado, cool e surreal. Se achar fotos do evento, compartilho no Twitter. Para sentir o clima, eis algumas fotos.
  • Trailer do Documentário sobre o trabalho de Vik Muniz.

** FIM **

Momento Tiete com Rodigo Pimentel 😛

Para ver o primeiro post da série TEDxSudeste, clique aqui.

Leia aqui o segundo post da série TEDxSudeste.

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Dando continuidade aos posts sobre o TEDxSudeste.

A minha idéia era de retomar a maratona, pela ordem de palestras, para falar das minhas impressões. Mas resolvi mudar um pouco a ordem e falarei agora de algumas das palestras que de uma forma ou de outra mais me interessaram, inspiraram ou marcaram. Até difícil isso, pois foi tudo muito legal. Afinal, o TED foi/é uma grande reunião de inventivos, sonhadores e visionários. E as vozes do coletivo – também inventivo, visionáro, sonhador e inspirador – agora ecoam na rede.

Andrew Essex falou sobre o assunto que mais me interesso na atualidade: mobilidade. Ele apresentou o projeto “The million” que promove o aprendizado através de dispositivos móveis. O bom aluno ganha créditos para usar em seu celular com sms, ringtones, chamadas y outras cositas más. Um projeto pra lá de interessante, que me inspirou em aplicações plausíveis para a realidade brasileira e que me fazem ter vontade de colocar a mão na massa. A Times magazine publicou uma matéria questionando se as escolas estariam subornando as crianças ao prometerem recompensas para alunos com bom desempenho escolar. Leia e tire suas próprias conclusões. Algumas citações de Essex: “It sucks to be poor especially when you are interested in education. It sucks even more to be poor in the age of smartphone technology”; “We live in exponential times and kids benefit from moors Law”, “We live the smartphone revolution”. E só pra não perder o costume, a minha grande provocação sobre o tema: seria a mobilidade o próximo grande negócio da década que se inicia? Mobilidade é prioridade? Relação direta com o que falei no painel cyberpunks do #12elw em BH.

E por falar em cyberpunk…

Sempre achei o TED a cara do Gil Giardelli. Estava pensando aqui e acho que ele foi quem me apresentou ao TED, há algum bom tempo. Acabo de me dar conta. As coisas viram tão rotineiras, que a gente acaba se esquecendo.

Gil despertou sentimentos nas mais variadas esferas. Para sintetizar a sua fala, cito o twitt poético de John Perry Barlow, homem que criou o termo “ciberespaço”:

O Gil falou de conceitos, ideias, pensamentos e referências, transpondo para a realidade atual, num emaranhado de sonhos reais e de inventivos modernos. Citando os precursores de conceitos em que a web se inspira, o Gil sabe falar do passado para projetar o presente. Se tem uma coisa que gosto e que constantemente cito em minhas aulas, é o lance de se olhar para o passado para compreender o presente e o futuro. Como bem diz Aloísio Magalhães, designer brasileiro, “O futuro deve ser visto como um estilingue. Quanto mais para trás se puxa, mais longe se consegue ir”. O Gil espelha demais essa citação. E desperta em cada um a vontade de fazer diferente, de mudar o mundo. Sua palestra foi intensa e com um volume absurdo de referências e imagens (tb em movimento). Citou Charles Leadbeater com a frase “você é o que você compartilha” que acabou ecoando na rede. Conheça o vídeo, que vale a conferida. Disse também que Galileu já falava em redes sociais, citou Einstein e de quebra meu pai, com seu Blog Física Fácil. So cool, so nice 🙂 😛  Dose de inspiração que carrega a essência do TED: de espalhar idéias, de trabalhar com a tecnologia e com o desenvolvimento humano. Olha aqui o que o Gil falou do TEDxSudeste: Já sonhou hoje?

John Perry Barlow é um grande visionário da rede. Cunhou o termo Cibercultura e em sua palestra disse que no final da década de 80 ele já previu que a mudança na distribuição da informação através da internet seria drástica a ponto de mudar o conceito de autoridades. Vê o Brasil como uma nação extremamente inclinada a usar a internet em seu máximo e vislumbra a grande possibilidade de sucesso do Brasil enquanto país. Sempre bom ouvir estrangeiros que apostam no Brasil. No Interminas ouvi isso duas vezes. E no TEDxSudeste, veio outro reforço, agora de um grande visionário 🙂 Dentre uma enxurrada de coisas interessantes, soltou “Let the kids be teachers”. Relação direta – mais uma vez – com o vídeo “A vision of Students Today”.

Fred Gelli falou de forma inspiradora sobre quão sábia é a natureza e de como devemos lançar um olhar para ela ao pensar em design. Combinação de cores, criação de “embalagens”, dentre tantas outras. E o melhor, o jeito da natureza de fazer negócios. Palestra interessantíssima e inspiradora. Além de olhar pro passado, pq não olhar para a natureza? Foi das palestras que mais gostei. Não sei porque, mas com a cabeça agora no travesseiro, lembrei desse vídeo aqui sobre sincronização e emergência, Sync, de  Steven Strogatz (trecho do TED 2004), vale conferir.

Neste post: last but not least Pedro Franchesi, o pequeno gênio. Como que pode ser tão novo, tão inteligente e tão fofo? Um adolescente/criança normal, mas totalmente anormal. Que desenvolveu aplicativos para iPhone aos 12 anos. Articulado na fala, mas infantil ao mesmo tempo, afinal tem só 13 anos. Me lembrou a minha irmã caçula, que quando pequena disseram que lembrava uma velhinha no corpo de uma criança. Em sueco existe uma palavra específica para esse tipo de criança-sábia. Hei de lembrar, é algo como “lilgame” (alguém aí fala sueco e pode ajudar, plis?). Pedro vc terá um futuro brilhante, mantenha os pés no chão e abrace as oportunidades! Vídeo pra mobile vai ser a próxima grande onda e ele já vislumbrou isso há algum tempo. Fica a dica 😉

*Acho que a frase de Andrew Essex “We live in exponential times and kids benefit from moors Law” foi feita pro Pedro! E a de JP Barlow “Let the kids be teachers” idem 😛

To be continued and concluded… 🙂 (Leia aqui)

Para ver o primeiro post da série TEDxSudeste, clique aqui.

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Uma dose de inspirações, sonhos, idéias e realizações na veia, de forma concentrada e cavalar. Assim defino a minha experiência no TEDxSudeste, ocorrido no último sábado, no Rio de Janeiro. Aos organizadores do evento, parabéns pela iniciativa e obrigada pela oportunidade de participar. Foi 10. Foi intenso. Foi proveitoso. Me fez pensar. E me deu vontade de fazer diferente.

Como sou fã do TED internacional há longa data, assistir uma versão independente tupiniquim seria uma experiência e tanto. Perdi o TEDx de SP e quando soube que aconteceria um no Rio, prometi pra mim mesma que não poderia ficar de fora. Pra completar a minha experiência no TEDxSudeste, resolvi convocar meu querido pai para participar do evento, com a idéia de incitar nele uma visão do outro lado da moeda, de eventos não acadêmicos, idealistas e atuais. Ele, que é físico e pesquisador, topou a proposta de imersão num universo um pouco diferente do que ele está acostumado. E lá fomos nós.

Como as palestras foram muitas, extraio aqui algumas citações e pensamentos que me marcaram ou me fizeram pensar. Vamos por tópicos. Vai ser longo, mas em doses cavalarmente homeopáticas, que aos poucos vou postando no Bricolagem.

André Trigueiro do meu ponto de vista deixou a desejar, palestrando de forma deveras teatral. Eu que odeio* teatro não poderia perdoar, certo? A essência, no entanto, foi bonitinha.

* aos queridos leitores que são atores ou amantes do teatro, peço sinceras desculpas pela revelação acima. O fato é que apoio o teatro e se fosse muito abastada patrocinaria causas teatrais. O meu problema com a manifestação artística em questão chama-se sono. Não adianta a peça que eu vá assistir, de profissional a amadora, que um sono irresistível toma conta de mim e desmaio em menos de 1 minuto.  E não adianta lutar contra o sono. Melhor encostar e bancar a bela adormecida, que passar por pescadora.

Viviane Mosé permeou – pelo que me lembre – o tema educação e inclusão digital. Sua fala me fez lembrar o ótimo vídeo de Michael Wesch “A vision of Students Today”, que mostra a realidade dos estudantes norte americanos diante das mudanças no mundo digital. Pra quem não acompanha o Bricolagem, Wesch é professor de antropologia da Kansas State University e é autor de outros ótimos vídeos, como o clássico “The machine is us/ing us” e “Information R/evolution”. Vale a pena conhecer seu trabalho.

Ronaldo Monteiro com sua ótima fala partilhou referências pessoais, sonhos y otras cositas más. Falou de “compartilhamento de forças e idéias para mudar o mundo”.

Karen Worcman me inspirou profundamente com as histórias do Museu da Pessoa. Uma idéia simples, inspiradora e que valoriza o ser humano. Simplesmente lindo. Fiquei pensando em quantas pessoas interessantes e fantásticas já cruzaram a minha vida, ou que fazem parte dela, e de como que suas vidas poderiam ser uma obra de museu. Passe lá e dê uma conferidinha http://www.museudapessoa.net.

Teresa D’amaral começou e encerrou sua palestra falando sobre o ato hipócrita de doar roupas velhas – aquelas que você não usa mais e que estão esquecidas – para vítimas do terremoto no Haiti. Viajando um pouco, me lembrou um artigo/estudo que fala sobre o consumo verde a e relação com pequenos delitos. As pessoas consomem verde, ou executam algum ato supostamente altruísta, e depois se sentem no direito de fazer “maldades” como roubar, ou ser desleal. Seria como se a quota de consumo verde desse o aval para pequenos atos anti-éticos. Estranho, mas real. Leia mais aqui.

A essa altura eu já estava pensando… ui… vão ficar falando de educação e consumo verde o dia todo.

To be continued… 😀 (Leia aqui)

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Personnas foi com grande alegria que recebi nesta semana a notícia de que o iMasters apresenta este ano mais uma edição do InterMinas em Belo Horizonte. Mais uma boa oportunidade para o mercado mineiro respirar as novas tecnologias e se atualizar.

Quem acompanha os eventos do iMasters sabe que vale participar: InterMinas, InterAct, InterCon. Como exemplo, o InterAct no ano passado, em BH, foi um evento pra lá de interessante, bem organizado, que conseguiu reunir importantes cabeças pensantes do mundo digital brasileiro em um único ambiente. E com o InterMinas 2010 não poderá ser diferente.

Marque na agenda e corre lá no site pra ver a programação e fazer a inscrição.  Até 10/03 os valores são promocionais. 😉

Data: 24 de abril de 2010 – Sábado
Local: Hotel Ouro Minas – Belo Horizonte
Realização: iMasters PRO

Veja aqui o que falei da primeira edição do InterMinas.

E aqui meus comentários sobre o InterAct 2009. Admito que na ocasião estava com a cabeça cheia e não fiz um post à altura do evento. Mas de forma resumida, o InterAct 2009 superou o InterMinas 2008 em 100%.  E a expectativa para esse ano não pode ser diferente 😉

O InterCon 2009, como não podia deixar de ser, foi 10, frenético, com várias opções simultâneas de palestras para todo tipo de interesse. A cobertura oficial pode ser vista aqui.

Os eventos do iMasters têm o propósito de promover o conhecimento e troca de experiências do mundo da comunicação digital, com uma abordagem de mercado – e, portanto, não acadêmica – de qualidade. Sem contar com a sempre boa oportunidade para networking. InterACT é o evento nacional de criação digital, que, neste ano, vai acontecer no Rio de Janeiro. Já o InterMinas possui um foco mais genérico e regional. Na programação, temas diversos, variando entre e-commerce, empreendedorismo, planejamento, dentre outros. Já o InterCon é o maior e mais completo dos eventos do iMasters, que acontece anualmente em São Paulo (há uns bons anos), e já se tornou referência nacional no mercado web.

Equipe do iMasters/InterMinas: sucesso para vocês! 🙂

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Por motivo do lançamento da nova versão do site do Pinheiro, Mourão e Raso Advogados, escrevi o texto abaixo para o Agenda PMR. O artigo foi escrito para empresários e advogados, que fazem uso das novas tecnologias, mas que não necessariamente são conscientes desse bravo novo mundo high tech em que estamos inseridos.

Minhas referências? Várias. Algumas pontuadas ao longo do texto (que em sua versão original – e impressa – não puderam obviamente serem feitas).

Em uma sociedade cada vez mais imediatista e tecnológica, em que a quantidade de informações cresce em velocidade exponencial, a relação e o comportamento humanos sofrem grandes transformações e, conseqüentemente, acontece uma reviravolta na comunicação social, nas relações de consumo e na publicidade.

Neste cenário de transformações, em que o leitor passa a escritor e o consumidor quer compartilhar experiências e histórias com o mundo, faz-se necessário parar, desacelerar e analisar o contexto e a realidade atuais.

Grande parte das pessoas faz uso das novas tecnologias no dia-a-dia, seja para fins pessoais, ou profissionais: e-mail, MSN, redes sociais, Skype, celular. Mas o fato é que, mesmo respirando as mídias digitais diariamente, os usuários não param para refletir a respeito das mudanças sociais e culturais que o novo mundo “high tech” traz à sociedade. Fala-se em “web 2.0”, a internet colaborativa em que qualquer um pode ter voz. O palco está sendo invadido por um novo consumidor, que produz, divulga e consome: o “prosumidor”. Fala-se também de web semântica, o desdobramento da internet colaborativa, que organiza as informações de forma mais coerente.

Diante dessas inovações, faz-se necessário o bom conhecimento e compreensão das mídias digitais e do comportamento do “novo” consumidor, para que o planejamento de ações envolvendo novas tecnologias seja bem sucedido.

As soluções para cada caso são diversas. Assim, o planejamento de ações digitais deve ser direcionado às necessidades de cada empresa, de acordo com a realidade de seus públicos. E, como em qualquer evolução, as mudanças não param!

Atualmente somos nômades modernos, não queremos nos prender a espaços físicos delimitados ou a fios e aparelhos que não possam ser carregados. E, ao contrário dos tuaregues que vagam o deserto em busca de pastagens para o gado, saímos em busca de lugares para trabalhar, estudar e estabelecer conexões. Foi-se o tempo em que dependíamos de um lugar fixo para nos conectarmos com o mundo. Hoje nos conectamos em qualquer horário, de qualquer lugar.

Não há virtualmente nenhum evento no planeta que não possa ser gravado por dispositivos móveis e depois transmitido ao mundo. Os celulares fazem de todos nós repórteres e, porque não, artistas. Vivemos uma era de auto-expressão e criação: gravamos, editamos, partilhamos e transmitimos conteúdo.

Outro assunto em voga é a TV Digital e suas possíveis aplicações, que vão da interatividade à possibilidade de compras através da nossa tão conhecida tele. No entanto, essa é uma realidade que muito se fala, mas pouco se vê. Ainda não existe no Brasil um modelo de negócios, nem programas específicos, que explorem devidamente as possibilidades da TV Digital.

No entanto, dizem por aí que o lugar da TV não é mais na sala. Com a mobilidade em voga, a mobile TV – a televisão para ser assistida na telinha do celular – acaba virando pauta. Estima-se que na copa do mundo de 2010, a audiência pelo celular irá estourar. A mobile TV será o radinho a pilha do século XXI?

Existe ainda a Lei de Moore, que diz que a cada 18 meses o poder de processamento de chips eletrônicos dobra. Seguindo a mesma tendência, dizem por aí que em 30 anos haverá um computador que excederá a capacidade de processamento de toda humanidade. Embora qualquer previsão tecnológica para o futuro seja difícil de fazer, algumas podem de fato ser plausíveis.

Diante de tantas mudanças uma pergunta fica no ar: qual seu grau de consciência em todo esse processo?

uma sociedade cada vez mais imediatista e tecnológica, em que a quantidade de informações cresce em velocidade exponencial, a relação e o comportamento humanos sofrem grandes transformações e, conseqüentemente, acontece uma reviravolta na comunicação social, nas relações de consumo e na publicidade.
Neste cenário de transformações, em que o leitor passa a escritor e o consumidor quer compartilhar experiências e histórias com o mundo, faz-se necessário parar, desacelerar e analisar o contexto e a realidade atuais.Grande parte das pessoas faz uso das novas tecnologias no dia-a-dia, seja para fins pessoais, ou profissionais: e-mail, MSN, redes sociais, Skype, celular. Mas o fato é que, mesmo respirando as mídias digitais diariamente, os usuários não param para refletir a respeito das mudanças sociais e culturais que o novo mundo “high tech” traz à sociedade. Fala-se em “web 2.0”, a internet colaborativa em que qualquer um pode ter voz. O palco está sendo invadido por um novo consumidor, que produz, divulga e consome: o “prosumidor”. Fala-se também de web semântica, o desdobramento da internet colaborativa, que organiza as informações de forma mais coerente.Diante dessas inovações, faz-se necessário o bom conhecimento e compreensão das mídias digitais e do comportamento do “novo” consumidor, para que o planejamento de ações envolvendo novas tecnologias seja bem sucedido.

As soluções para cada caso são diversas. Assim, o planejamento de ações digitais deve ser direcionado às necessidades de cada empresa, de acordo com a realidade de seus públicos. E, como em qualquer evolução, as mudanças não param!

Atualmente somos nômades modernos, não queremos nos prender a espaços físicos delimitados ou a fios e aparelhos que não possam ser carregados. E, ao contrário dos tuaregues que vagam o deserto em busca de pastagens para o gado, saímos em busca de lugares para trabalhar, estudar e estabelecer conexões. Foi-se o tempo em que dependíamos de um lugar fixo para nos conectarmos com o mundo. Hoje nos conectamos em qualquer horário, de qualquer lugar.

Não há virtualmente nenhum evento no planeta que não possa ser gravado por dispositivos móveis e depois transmitido ao mundo. Os celulares fazem de todos nós repórteres e, porque não, artistas. Vivemos uma era de auto-expressão e criação: gravamos, editamos, partilhamos e transmitimos conteúdo.

Outro assunto em voga é a TV Digital e suas possíveis aplicações, que vão da interatividade à possibilidade de compras através da nossa tão conhecida tele. No entanto, essa é uma realidade que muito se fala, mas pouco se vê. Ainda não existe no Brasil um modelo de negócios, nem programas específicos, que explorem devidamente as possibilidades da TV Digital.

No entanto, dizem por aí que o lugar da TV não é mais na sala. Com a mobilidade em voga, a mobile TV – a televisão para ser assistida na telinha do celular – acaba virando pauta. Estima-se que na copa do mundo de 2010, a audiência pelo celular irá estourar. A mobile TV será o radinho a pilha do século XXI?

Existe ainda a Lei de Moore, que diz que a cada 18 meses o poder de processamento de chips eletrônicos dobra. Seguindo a mesma tendência, dizem por aí que em 30 anos haverá um computador que excederá a capacidade de processamento de toda humanidade. Embora qualquer previsão tecnológica para o futuro seja difícil de fazer, algumas podem de fato ser plausíveis.

Diante de tantas mudanças uma pergunta fica no ar: qual seu grau de consciência em todo esse processo?

 

uma sociedade cada vez mais imediatista e tecnológica, em que a quantidade de informações cresce em velocidade exponencial, a relação e o comportamento humanos sofrem grandes transformações e, conseqüentemente, acontece uma reviravolta na comunicação social, nas relações de consumo e na publicidade.
Neste cenário de transformações, em que o leitor passa a escritor e o consumidor quer compartilhar experiências e histórias com o mundo, faz-se necessário parar, desacelerar e analisar o contexto e a realidade atuais.Grande parte das pessoas faz uso das novas tecnologias no dia-a-dia, seja para fins pessoais, ou profissionais: e-mail, MSN, redes sociais, Skype, celular. Mas o fato é que, mesmo respirando as mídias digitais diariamente, os usuários não param para refletir a respeito das mudanças sociais e culturais que o novo mundo “high tech” traz à sociedade. Fala-se em “web 2.0”, a internet colaborativa em que qualquer um pode ter voz. O palco está sendo invadido por um novo consumidor, que produz, divulga e consome: o “prosumidor”. Fala-se também de web semântica, o desdobramento da internet colaborativa, que organiza as informações de forma mais coerente.Diante dessas inovações, faz-se necessário o bom conhecimento e compreensão das mídias digitais e do comportamento do “novo” consumidor, para que o planejamento de ações envolvendo novas tecnologias seja bem sucedido.

As soluções para cada caso são diversas. Assim, o planejamento de ações digitais deve ser direcionado às necessidades de cada empresa, de acordo com a realidade de seus públicos. E, como em qualquer evolução, as mudanças não param!

Atualmente somos nômades modernos, não queremos nos prender a espaços físicos delimitados ou a fios e aparelhos que não possam ser carregados. E, ao contrário dos tuaregues que vagam o deserto em busca de pastagens para o gado, saímos em busca de lugares para trabalhar, estudar e estabelecer conexões. Foi-se o tempo em que dependíamos de um lugar fixo para nos conectarmos com o mundo. Hoje nos conectamos em qualquer horário, de qualquer lugar.

Não há virtualmente nenhum evento no planeta que não possa ser gravado por dispositivos móveis e depois transmitido ao mundo. Os celulares fazem de todos nós repórteres e, porque não, artistas. Vivemos uma era de auto-expressão e criação: gravamos, editamos, partilhamos e transmitimos conteúdo.

Outro assunto em voga é a TV Digital e suas possíveis aplicações, que vão da interatividade à possibilidade de compras através da nossa tão conhecida tele. No entanto, essa é uma realidade que muito se fala, mas pouco se vê. Ainda não existe no Brasil um modelo de negócios, nem programas específicos, que explorem devidamente as possibilidades da TV Digital.

No entanto, dizem por aí que o lugar da TV não é mais na sala. Com a mobilidade em voga, a mobile TV – a televisão para ser assistida na telinha do celular – acaba virando pauta. Estima-se que na copa do mundo de 2010, a audiência pelo celular irá estourar. A mobile TV será o radinho a pilha do século XXI?

Existe ainda a Lei de Moore, que diz que a cada 18 meses o poder de processamento de chips eletrônicos dobra. Seguindo a mesma tendência, dizem por aí que em 30 anos haverá um computador que excederá a capacidade de processamento de toda humanidade. Embora qualquer previsão tecnológica para o futuro seja difícil de fazer, algumas podem de fato ser plausíveis.

Diante de tantas mudanças uma pergunta fica no ar: qual seu grau de consciência em todo esse processo?

 

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Mas o quê exatamente seria isso?

O tema do TrendWatching.com de junho foi justamente sobre Foreverism, que traduzido para o bom e velho português seria algo como “para-semprismo”.

Que a sociedade atual é imediatista, ninguém tem dúvidas. Queremos e vivemos o aqui e o agora. Tudo é pra ontem. Paciência 0 para esperas.

Resultados imediatos. Mensagens instantâneas. Conexões à internet cada vez mais rápidas. Celular. Email. Wi-fi. Internet em avião. The grid. Agora. Agora. Agora.

No entanto, seguindo a onda multi-task e, porque não, procrastinadora, também vivemos hoje – consumidores e empresas –  relações, estilos de vida, conversas – e consumimos tb produtos – que nunca acabam, nunca estão em sua versao final, que não têm ponto final.

Já parou pra pensar em quantas versões eternamente beta que consumimos? Que mesmo ao deixarem de ser beta, continuam em constante evolução? Existe hoje até loja de chocolate BETA. Isso mesmo. Chama-se TCHO, de São Francisco.

A evolução tecnológica nos coloca diante de situações que incitam relacionamentos para todo o sempre, amém. Se antes perdíamos contato com os coleguinhas do jardim de infânca, hoje somos forçados a re-tomar esses contatos e corromper as doces memorias da tenra infância. Quem disse que queria saber que aquele menininho fofo de cabelinho cacheado virou um sujeitinho gordo, velho, ex-presidiário e recessivo??? Ossos da pós-modernidade.

Li uma vez que estamos hoje retomando uma vivência mais normal ao não perdermos contatos – EVER.

A geração atual nunca está desconectada. Eles nunca perdem contato com os amigos. Então estamos historicamente voltando a um lugar mais normal. Se olharmos para a história humana, a idéia de pular de galho em galho em relacionamentos é muito nova. Faz parte da sociedade do século XX.

E as pessoas, que estão sempre presentes on-line, vão aos poucos deixando rastros e mais rastros no mundo digital. É a eterna presença.

E quando vc morrer? O seu perfil estará fadado a existir para sempre? (*o que incita uma outra questão mórbida digna de debate: chegará um dia em que existirá um mega cemitério on line de perfis de pessoas que morreram).

A pergunta que não quer calar: Will you ever want to be ungoogleable?

Seguindo essa mesma onda, as pessoas tendem a ser sempre “encontráveis”. Sobretudo com essa onda crescente de redes sociais móveis como o Google Latitude ou Aka-Akis da vida. Estão inventando até um relógio familiar estilo Harry Potter

Transpondo a questão de amizades para assuntos profissionais, buscamos hoje relacionamentos duradouros com nossos clientes. Com esses sim, queremos casamentos para todo o sempre amém.

E as conversas que nunca acabam no Twitter?

E as empresas que agora aderem à onda, mantendo uma conversação eterna com clientes e clientes potenciais?

Está na hora de avaliarmos as relações. Os clientes querem relacionamentos duradouros? E vc vai continuar atendendo demandas apenas do aqui e agora? Está na hora de prestar e dar ainda mais atenção aos clientes, o então o tiro pode sair pela culatra. Lembre-se: consumidor puto = consumidor engajado (como o ótimo caso Samamba vs Sky  –> apresentado pela Lou Martins no Social Minas).

OBS: É… acho que sofro mesmo é de foreverism. E olha que isso é mais chique que procrastinação crônica

O estudo da Trend Watching está aqui.

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Após o sucesso do InterAct ocorrido em BH no último fim de semana, junho começa quente no quesito eventos do mundo digital. Segunda-feira, dia 01/06, acontece a palestra “A internet do futuro” que será dada pelo vice-presidente do Google Vint Cerf.

O evento será no Teatro Granada do Minascentro, às 10:30. E as inscrições devem ser feitas pelo email internetfuturo@tecnologia.mg.gov.br

Como bem lembrado pelo colega Carlos d’Andréa:


Numa entrevista em 2006, Vint Cerf afirmava que “é difícil censurar a web” – uma coincidência enorme o leva a BH no dia em a cidade abriga um Ato Público contra o AI-5 Digital – vulgo projeto de lei de Azeredo. Dia quente!

No fim de junho, acontece ainda o Social Minas – evento sobre redes sociais – que será promovido pela AMADI. Aguardem maiores infos sobre datas e palestrantes!

E depois posto as minhas observações sobre o InterAct 2009. Já adianto que achei 100 vezes melhor que o InterMinas em todos os aspectos. A tchurma do iMasters está de parabéns. O “almoço” criativo indigesto foi 10. E a “favelinha” do Luli, vulgo boite, reinou 😉



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