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Archive for the ‘FD’ Category

Estou batendo palminhas com o novo anúncio de revista do Vectra GT Remix. Assinado pela McCann, saiu na Época dessa semana e é um belíssimo exemplo de como o meio digital tem exercido cada vez mais influência sobre o meio impresso. 100% na lógica da minha FD (leia-se Fucking Dissertation).

A proposta do anúncio é de se fazer um test drive a partir da revista, numa integração real x virual. Para tanto basta ir ao site da campanha, munido da revista, ligar a webcam e seguir as instruções. No anúncio existe a ilustração de um volante e um código bidimensional que é lido pela webcam. Ao “girar” o volante da revista, vc pilota de verdade o carro do jogo, como se estivesse em uma pista de teste. Muito muito bacana. Testei e deu super certo.

Ótimo exemplo de como promover a ação e a interação a partir do meio revista. E o melhor, o nível de imersão e de participação num anúncio desse tipo é de quase 100%. O pessoal da McCann está de parabéns.

Prato cheio para uma análise mais aprofundada! É cada vez mais comum encontrarmos anúncios que promovem a integração com as novas mídias. Acho que quando escrevi a minha dissertação não cheguei a parar pra pensar como isso iria evoluir de forma tão rápida e tão divertida. Fico feliz em ver que estava de fato no caminho certo! 🙂

* pra quem não tem a Época (ou outra revista, imagino que deve ter saido em todas da linha), é possível imprimir o volante através do site.

Vá correndo fazer seu test-drive! Clique aqui.

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Estava assintindo ao making of da série Heroes quando me deparei com uma declaração do criador da série sobre a lógica de divulgação da mesma pelos princípios do marketing viral, assunto que tem tempos que estou pra comentar por aqui. O post será looongo, mas leve, eu “agaranto”.

Pois bem, aos que não conhecem bem o princípio do buzz, vou dar uma “aulinha” aqui sobre Alfas, Abelhas, Grande Público, Retardatários e a Fímbria de Lunáticos. Durante meu mestrado, quando estava 100% focada nesses assuntos, inevitavelmente levava meus pensamentos buzz pra mesa de bar e sempre rendia muito papo, a tchurma tentando descobrir em que categoria se enquadrava etc.

Pois bem, o marketing viral, que está contido no buzz marketing, parte do mesmo princípio da tradicional divulgação boca-a-boca, onde a maior diferença se dá no contexo, no suporte (que no caso específico seria, por exemplo a internet) e na velocidade de propagação da mensagem.

Atualmente se fala em “buzz marketing”, que englobaria toda forma de marketing que se difunde no “boca-a-boca”, seja numa situação de interlocução face a face ou mediada por computador, televisão, rádio etc. Seria a divulgação de produtos, fatos, idéias, estabelecimentos, ideologias, ou o que quer que seja, que gera o chamado “buzz”. (mais…)

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Na semana passada estive 100% por conta do III Simpósio Internacional sobre AD, que por sinal foi ótimo (daí meu sumiço). Poder ver e ouvir as suas referências bibliográficas internacionais, vulgo os imortais, ao vivo e a cores não tem preço. (E melhor ainda é ver o bando de imortal enchendo a cara de caipirinha, numa verdadeira homenagem a Baco rsrs)

Os temas abordados foram os mais diversos, mas me ative principalmente às mesas e comunicações voltadas para AD e mídia. Muita coisa interessante, mas também muita coisa repetida. Congresso vai, congresso vem, e muitos desses analistas do discurso insistem em fazer análises superficiais de anúncios publicitários impressos. (mais…)

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Hoje finalmente começa o III Simpósio Internacional sobre Análise do Discurso. E eu aqui às voltas com meu artigo, que, como manda a tradição, acabei deixando pra colocar no papel no último minuto.

Como a programação do evento é simplesmente e-n-o-r-m-e, pra facilitar, vou reunir aqui as apresentações de hoje que me interessam (ou seja, tudo relacionado a mídias, internet, publicidade, comunicação etc etc).

E só um PS. Além de ter palestra de tudo quanto é tema que se possa imaginar, tem gente do Brasil inteiro e do mundo todo participando desse evento. Acabei de ver gente de Madagascar na programação. Mandarei lembranças ao King Julien!

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E mais tarde dou um feedback. Vou ter que virar 10 suzanaS pra assistir tudo que me interessa. Cadê o teletransporte? (mais…)

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Saiu na revista Exame de 27/02/2008 uma matéria sobre a evolução da publicidade no Brasil (“A publicidade também chegou com D. João”, leia aqui). Não por acaso, o artigo tem tudo a ver com a minha FD (leia-se: fucking dissertation), com o detalhe de eu ter explorado mais o quesito evoluções tecnológicas aliadas à lingüística e à análise do discurso. Certamente guardarei essa matéria para – quem sabe – o dia que for dar aula sobre o tema, é um bom resumo.

De toda forma, cito abaixo dois trechos da matéria que gostei (e – sem querer puxar a brasa pra minha sardinha – que retratam um pouco a essência da minha FD):

Trecho 1:

“Desde os primeiros prelos trazidos pela comitiva de dom João, a tecnologia esteve estritamente ligada ao desenvolvimento da propaganda no Brasil.”

Trecho 2:

“A história da publicidade segue basicamente a história da tecnologia. A cada novidade que surge, a propaganda se reinventa, como aconteceu com a era do rádio, a era da televisão e agora a era da internet.” (Nizan Guanaes)

Só para completar, no meu mestrado conclui através da análise lingüística de publicidades impressas e virtuais, que além da propaganda acompanhar as evoluções tecnológicas, fazendo com que surjam novas formas de anúncio, essas evoluções também acabam influenciando de alguma forma os anúncios em formatos tradicionais (como na mídia impressa). Ou seja, um meio exerce influência sobre o outro e vice-versa. Além disso, já falei por aqui, mas reforço: o surgimento de uma nova mídia não necessariamente substitui uma já existente…

* Mat, obrigada pela dica e pela revista 🙂

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Entre os dias 1 e 4 de abril acontece na UFMG – Belo Horizonte – o III Simpósio Internacional Sobre Análise do Discurso – emoções, ethos e argumentação. O evento contará com a participação de grandes nomes da AD, como Patrick Charaudeau, Dominique Mainguenau, Catherine Kerbrat-Orecchioni, Jean-Claude Soulages, Suzana Cohen (rs) dentre N outros. Com tanto peixão por lá, as minhas referências bibliográficas vão tomar forma de gente (rs). Pena que Ghiglione já mórreu…

Pois bem, meu trabalho foi aceito e estarei por lá apresentando uma comunicação individual sobre AD e Mobile Marketing. As inscrições com apresentação de trabalho já encerraram, mas se você tem interesse no assunto, corre lá pra participar – que seja como ouvinte.

A última que tive foi que mais de 1000 pessoas já estão inscritas no evento.

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Resolvi escrever esse post com base nas discussões do grupo Marketing Jurídico Brasil a respeito da entrevista com Richard Susskind sobre o fim da advocacia. Gostaria de agradecer aos que participaram das discussões. O assunto despertou especial interesse por convergir tecnologia e marketing jurídico. Algumas idéias discutidas no grupo foram aproveitadas aqui.

Para resumir o contexto, na revista Época de 4 de fevereiro saiu a polêmica entrevista “Não precisamos mais de advogados”, com Richard Susskind – autor do livro “The future of Law” (o futuro do Direito) e que lançará em junho “The end of Lawyers”. De acordo com o autor, a profissão do advogado – na maneira como conhecemos hoje – não existirá em 100 anos. Ou os advogados se adaptam às realidades, ou serão engolidos e expulsos do sistema.

A matéria, cujo assunto já havia sido abordado no Consultor Jurídico em outubro do ano passado, despertou uma “fúria louca” na comunidade jurídica, que discordou total ou parcialmente, e em sua maioria, da conclusão a respeito do futuro da profissão do advogado. De acordo com eles, o advogado é “indispensável à Justiça, o Direito é técnico, social e complexo, porém com tendência das constituições de todos os países no mundo serem mais homogêneas, a sociedade sempre necessitará de serviços de consultoria jurídica, enquanto existirem conflitos haverá necessidade de papel do advogado, entre outros.”. (retirado do artigo “O fim da advocacia em 100 anos: utopia ou destino inevitável?” de André Sussumu Iizuka).

O que grande parte das pessoas não leva em conta, no entanto, é que essa previsão a respeito do “fim do advogado” deve ser vista como a profissão em seus MOLDES ATUAIS.

Como bem colocou SUSSKIND:

“A internet encoraja a comunicação e a colaboração. No futuro teremos comunidades de clientes dividindo os custos de serviços jurídicos similares. Também haverá na rede roteiros gratuitos sobre as leis. Esses roteiros devem ser construídos da mesma maneira como foi a wikipedia. Se refletirmos sobre o desenvolvimento da internet, veremos que os usuários já contribuem em blogs, wikis e redes de relacionamento. A maneira como as pessoas se comunicam já mudou e continua em modificação. Isso também afetará clientes e advogados. A conseqüência será a difusão dos conhecimentos jurídicos. Advogados que não quiserem dividir conhecimento serão postos de lado.” ( SUSSKIND, Richard. entrevista Época, n 507, 4 fevereiro, 2008

Teria muito o que falar sobre web 2.0, advocacia etc. No entanto, prefiro colocar um pouco de fogo nas discussões e gerar reflexão. Vejam o vídeo abaixo, que traz uma boa reflexão a respeito das transformações, velocidade das mudanças e futuro. As partes que me interessam nesse caso encontram-se aos 1:23min e 1:50min.

“The top 10 in-demand jobs in 2010 did not exist in 2004.”

“We are currently preparing students for jobs that don’t yet exist… Using technologies that haven’t yet been invented… in order to solve problems we don’t even know are problems yet.”

Então, depois disso tudo, você acha alguma coisa absurda a previsão sobre o futuro da advocacia para daqui a 100 anos? Como o Rudinei R. Modezejewski bem colocou nas discussões, deve acontecer bem antes!

Aguardo manifestações…

 

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