Como tenho afirmado aqui e acolá, as coisas nesse mundo tendem a ser cíclicas. A mídia a toda hora se reinventa, inspirando-se muitas vezes em conceitos antigos. O Telégrafo foi um precursor do e-mail, nos permitindo hoje olhar para trás numa tentativa de compreender melhor ambos. As redes sociais, contrariando a preocupação de muitos com o isolamento social promovido pelas novas tecnologias, acaba gerando uma consciencia do ambiente (ambient awareness) que extrapola as amizades convencionais, nos levam a um maior conhecimento das pessoas e promovem encontros no mundo real. Outro dia mesmo estava comentando por aqui sobre o luxo de não ser rastreado no Google. Sem contar com a nova geração, que talvez, digo taaalvez, optará pelo luxo de não participar das redes sociais.
Agorinha mesmo li um artigo sobre o luxo de não ter celular, que simplesmente reforça tudo isso. *E que me fez lembrar de um outro artigo, do Sílvio Lancellotti, que saiu na Época há uns tempos atrás e que é ótimo.
Os dois valem a leitura:
Cell-free: my great leap backward, NYTimes, 5/11/2008
Minha vida sem celular, Época, 13/05/2008


Suzana minha flor,
seus posts são sempre muito pertinentes. Ainda vamos nos encontrar ao vivo.
Eu passei aqui porque criei um post, que tem relação com esta sua nota. Lá no Nomadismo, você verá a nota “I just called to say I love you”, com direito a PDF do artigo em inglês, no original, e a tradução, que saiu em jornal.
Trata-se de um ensaio de um escritor americano, Jonathan Franzen.
Acho que você vai gostar.
Beijocas pelo ciberespaço,
Mari-Jô
P.S. E quando você tiver mais um tempinho, me chame no gtalk pra eu te pedir um help técnico.
Oi Suzana. Tempos atrás as pessoas achavam que TER celular era um luxo. Hoje invejamos quem NÃO tem. Escrevi um pouco sobre isso no meu blog. É uma visão um pouco mais bruta, se me perdoar…
Está em http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2008/11/o-engano-%C3%A9-seu.html
Atenciosamente,
Rodolfo.