Após um longo e tenebroso período sem postar, cá estou eu outra vez. O sumiço se deu pela mais pura falta de tempo. Mas vamos lá.
Segunda passada participei da oficina executiva da Jump sobre “Estratégias Avançadas em Mobile Marketing”. Superou minhas expectativas, bons palestrantes, participantes com bom nível de conhecimento, ótima oportunidade para interação e networking. Conheci pessoalmente alguns conhecidos virtuais, re-encontrei outros conhecidos do mercado e estabeleci contatos com otras personnas interessantes. Não entrarei muito no mérito das palestras, pois o post aqui tem o objetivo de tocar num outro ponto. Aos que quiserem saber mais sobre o que rolou na oficina, visitem a Mobilepedia, que o Pedro Bombonatti contou tudo, tim-tim por tim-tim (Palestrantes: Mariana Miranda, Marcelo Castelo, Rosana Fortes, Fiore Mangone).
Pois bem, o que me interessa aqui, mais uma vez, é a minha fixação com o assunto mobile TV. Podem dizer que estou bancando a futuróloga, que ainda é cedo pra especular sobre o assunto, mas… cá pra nós, prefiro ser tachada de louca (ou precipitada) e estar antenada e ciente do que vem por aí.
Conversando com o Fiore Mangone, da Nokia, após a sua palestra na oficina da Jump, não pude deixar de puxar papo sobre mobile TV (aquela que já comentei por aqui, num formato exclusivo pra celular, que leva em conta as características específicas do meio – e não a simples transposição de conteúdo da TV pro celula, como já começa a acontecer no Brasil hoje). Conversa vai, conversa vem, ele me relembrou um site, na verdade já conhecido meu (e tb esquecido rsrs), que vale a visita, o Mobile TV Forum – now’s the time to create the future. Aos que não sabem, a Nokia desenvolve – não é de hoje – uma série de estudos sobre essa mTV que tanto falo.
Fiore comentou ainda que aposta em alguns formatos específicos de TV para celular: 1) vídeos produzidos pelos próprios usuários, simples mortais, numa tendência YouTube-way-of-life – que já acontece por essas bandas (ex: Tim Studio) e é super hot right now no Japão e praquelas bandas de lá (um formato bem on-demand, onde o usuário além de produzir os vídeos, monta a sua programação) ATENÇÃO: esses produtores-amadores ainda não levam em conta as especifidades do meio móvel; 2) canais das próprias operadoras; 3) num futuro que não sabemos bem quando (mas eu visulmbro um ano entre 2012-2015) emissoras tradicionais de TV, como a Globo, apostando em canais específicos PAGOS, como se fosse uma TV a cabo da telefonia móvel (palminhas! finalmente alguém falando a minha língua). O papo não parou por aí e entramos ainda no mérito de técnicas de filmagem pra telinhazinha e recursos para a otimização das imagens nesse formato (além do tanto que pode ser ridículo assistir a uma partida de tênis no celula, ou o tanto que pode ser legal assistir a uma partida de futebol, rs).


Suzana, voce está mais do que certa em bater na tecla das novas aplicações para essa maquininha que foi, inicialmente, concebida para ser difundida “como telefone”. Voce sabia que a maioria das grandes invenções foi e tem sido concebida com uma finalidade bem diferente daquelas em que acabaram por se consolidar? Como voce trabalha essas “questões da midia”, vai aí um exemplinho rápido: Quando Thomas Edison inventou o fonógrafo (1877) -o primeiro sistema para gravar sons registrando ranhuras sobre um cilindro metálico- sua proposta foi de se usar o aparelho para registros “muito importantes” como testamentos e outros “documentos fidedígnos” … ele não imaginou que esse precursor da “midia vinil” (que inicialmete era de goma laca) seria usado para registro e difusão de música, ao longo de várias décadas – A RCA Victor (1919-1987) que no século passado apostou e tomou a dianteira para vender zilhões de bolachas pretas que o diga… Se voce tivesse batido na “tecla da goma laca/vinil” na virada do século XIX, a RCA teria faturado por 20 anos extra. Quem tiver visão que te escute.
[...] Mobile TV: mais futurologia? [...]