Pra quem, como eu, é fã do trabalho do Jan Chipchase, o pesquisador de design da Nokia que roda os 4 cantos do mundo conhecendo as particularidades de cada cultura, saiu uma entrevista com o Homi na NewScientist. Confiram aqui: The cellphone anthropologist
A entrevista me fez relembrar algumas cositas super interessantes que já tinha lido sobre umas colocações do Chipchase. Por exemplo, em alguns países pobres, como Uganda, o celula serve como uma espécie de aparelho para transferências monetárias. Como a maior parte dos aparelhos são pré-pagos, muita gente que mora em grandes centros compra créditos para o celula e depois ligam pra algum operador de celular do interior e os passam o código dos créditos. Assim, o operador fica com os créditos que acabou de receber e repassa o dinheiro vivo para a família do cara que mora nas redondezas.
Interessante ver como o celular (assim como tudo nessa vida) pode ter aplicações não previstas, de acordo com o ambiente e as necessidades de cada povo, o que reflete também a criatividade do ser humano.


Olá Suzana,
Essa informação da utilização de Uganda não tinha conhecimento. E é realmente interessante observar as apropriação “não pensadas” para as tecnologias.
Grato pela dica do Encontro de Webdesign.