Saiu na sexta passada uma matéria interessante no Times Online sobre a possibilidade (ou não!) de não deixar rastros no Google. Já parou pra pensar se seu nome está online e, em caso afirmativo, quantos são os rastros que já deixou pela web afora? Lembra de todas as suas ações e participações nessa web colaborativa tão aclamada e aplaudida? E já pensou em querer remover as suas referências da web/ do Google? Tem noção de que dependendo da sua “atuação” virtual, eliminar seu nome do Google pode ser praticamente impossível?
O assunto é curioso, já que atualmente (quase) todos querem seu lugar ao sol e aparecer nas primeiras indicações do Google pode ser a verdadeira glória para a grande massa. Estratégias de SEO (Seach Engine Optimization) estão em alta, e são inúmeras as empresas que têm o foco nisso, buscando propiciar visibilidade na internet aos seus clientes.
Mas existe o outro lado da moeda. E se por qualquer motivo você quiser passar ao anonimato virtual, prepare-se para trabalhar e, mesmo assim, os rastros poderão continuar existindo. Se por acaso alguém tiver te etiquetado em uma fadada foto queimação-de-filme, terá que ir a ela e solicitar a exclusão da referência (antes que seu futuro chefe veja). Se tiver participado de redes sociais, terá que deletar cada opinião deixada. Se blogs tiverem te citado, terá que ir um a um. Terá que visitar todos os blogs em que deixou comentários e, se jornais tiverem te citado… aí complicou geral. Fora concursos, atas, documentos oficiais que são publicados na web. Isso só para citar algumas cositas.
E quem disse que as referências do Google sempre serão boas? Uma empresa que tem sua imagem comprometida por um caso qualquer, pode correr pra entrar em ação na internet antes que sua imagem se manche para sempre. E pode ser fatal. Se pode.
Bem, o assunto é interessante e vasto. E merece reflexão. Pense bem antes de querer visibilidade na rede. Se algum dia mudar de idéia, pode ser tarde demais, rsrs
Mais uma vez vejo um movimento cíclico. Hoje pode estar em alta aparecer em primeiro lugar nas buscas do Google. Mas amanhã, dependendo da exposição do seu nome/empresa, o “chique” pode ser não aparecer at all, assim como considero que “o glamour é a ausência total de glamour“. Seria um movimento anti-publicidade (com fundamento e estratégia)… E olha que já tem gente querendo ser “unGoogleable”. Leia o artigo do Times na íntegra aqui: How to be unGoogleable.


[...] das pessoas e promovem encontros no mundo real. Outro dia mesmo estava comentando por aqui sobre o luxo de não ser rastreado no Google. Sem contar com a nova geração, que talvez, digo taaalvez, optará pelo luxo de não participar [...]
[...] A pergunta que não quer calar: Will you ever want to be ungoogleable? [...]