Eu que não gosto de política… terei que entrar no mérito, enquanto defensora da internet e das novas tecnologias na sociedade atual. Não é de hoje que estou ouvindo, mas vamos lá.
Enquanto nos EUA a internet tem sido palco das mais variadas formas de divulgação dos pré-canditados à presidência, aqui no Brasil temos que conviver com as restrições propostas pelo TSE para a propaganda política na internet. Ou seja, a partir de 6 de junho os candidatos só poderão manter páginas oficias em domínios “.com.br” ou “.can.br” e nada além. De acordo com a resolução Nº 22.718 (capítulo IV, art.18):
A propaganda eleitoral na internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.
Não por acaso, tenho visto manifestações de insatisfação e indignação. Afinal, com tantos recursos disponíveis na internet, o poder de propagação ideológica presente no meio e, o principal, a transparência do meio, porque é que o Brasil – supostamente 2.0 (ha ha) – ficaria fora dessa?
Pelo que saiu numa matéria do Globo de hoje (Internet: mais uma aposta dos candidatos para propaganda eleitoral), os canditados do Rio de Janeiro estão tentando flexibilizar a lei:
Por que não haver uma maior liberdade na internet? Temos que criar regras que viabilizem o processo democrático. A internet é um instrumento mais barato, é impossível barrar esse processo. Muito mais difícil é a fiscalização…
Bem, pelo que entendi, se essa proposta for aprovada, blogs, sites de relacionamento etc estariam liberados, sendo proibidos apenas SPAMs e páginas pagas (?).
A intenção do TSE de fiscalizar é boa, mas duvido da sua capacidade de controlar o conteúdo que será postado na rede. É claro que tem que evitar propaganda invasiva, mas procurar limitar tudo será perda de tempo. Acho difícil contorlar, a não ser que se monte ums estrutura chinesa para isso. Agora nada impede que se crie um código de ética para indicar formas de bom uso da internet , mas algo que limite o eleitor é bobagem – Juiz Luiz Márcio Pereira
Eu só quero ver no que isso vai dar.
Para ler a Resolução Nº 22.718, clique aqui (Propaganda eleitoral e condutas vedadas aos agentes públicos em campanha eleitoral – 2008).
* Outro dia vi o perfil do Aecinho Neves no orkut já pensando na candidatura à presidência. Sendo um perfil falso, ou não… ele está batendo ponto por lá.
** PS: só pra reforçar, eu realmente não gosto, não entendo e não converso sobre politica. O post só foi um gancho com o artigo que li e simplesmente pelo fato da internet estar envolvida na questão.


***PS3: acabo de lembrar que o caríssimo Gil Giardelli já tinha manifestado sua indignação sobre o tema aqui e aqui.
Eu concordo com plenamente com ele.
E o Alexandre Atheniense publicou em seu blog a portaria para regulamentar a propaganda eleitoral na internet (no RJ), veja aqui.
Carríssima cidadã, vejo que o fato de voce não gostar de política é um direito que lhe assite. Porém, voce não pode ignorar o fato também de que de tudo dependemos da política. “O que temos que analisar e avaliar são os políticos que elegemos para nos representar” Veja que a maioria da classe política desse País, alcança o poder através da compra do voto – com a influência decissiva do poder econômico – é isso que desvirtua o processo democrático da nação. Voce quer ajudar a mudar esse quadro? Faça a sua parte. Procure orientar os seus amigos na sua comunidade, conscientizando os eleitores – principalmente os nossos jovens – os adultos também, na questão da importância do voto consciente. A pergunta que sempre fica é a seguinte: O político tráz na sua testa escrito o que Ele vai ser no podcer, após eleito? O fato do candidato induzir o eleitor com a compra de voto. isso já uma prova incontestável que Ele (político), será corruptível no poder, com a consequência da sua participação em várias falcatruas das quais já conhecemos muito bem. Não tem outra fórmula. Ou se parte para a busca da mentalização do nosso eleitorado, por outro estaremos sempra fadados a essa maioria de politiqueiros que só tratam de seus interesses e mais, daqueles que os financiaram. Faça a sua parte. Vamos amadurecer a nossa jovem democracia. Com apenas 20 anos (05/10/08), de sua promulgação, se faz necessário que nós cidadãos e cidadãs, possamos fortalecê-la em busca da tão sonhada DEMOCRACIA PARTICIPATIVA.
um grande abraço e boa sorte a voce.
NORMANDO NATUREZA
Caro Normando Natureza,
concordo com o que diz. Mas atenção: o fato de eu não gostar de política não quer dizer que não seja defensora do voto consciente. Exerço bem minha cidadania. PONTO.
Só não sou apoiadora de politicagem exacerbada e discussões acalentadas. Me reservo no direito de me manter neutra.
O post acima é justamente uma manifestação de como o bom uso da propaganda política na internet pode ser uma forma de aproximar o cidadão de seu candidato de forma democrática e um pouco mais transparente. Te convido para ler mais meu blog em um momento oportuno. Verá que sou apoiadora da democracia e da acessibilidade ao “direito”, sobretudo através das novas tecnologias.
Abraço