No último sábado ocupei minha tarde assistindo ao Pangea Day. E digo que foi bem pior do que as minhas expectativas. Vamos, portanto, ao momento ácido, para depois comentar as coisas legais. Ver o Gilberto Gil cantando em rede mundial uma musiqueta em francês como se fosse uma cacatua no cio num belo estilo podes-crê iê-iê-iê foi simplesmente TRISTE. Depois, o ponto alto pra mim foi a hora da terapia do riso (aquela que está so-hot-right-now na Índia). Francamente, comé que pode uma barangice dessas? Apesar da minha verdadeira aversão à técnica, tenho que admitir uma coisa… acabei participando da onda de risadas PAN mundial. Ver aquele bando de gente jogando as mãos para o céu e dando gargalhadas forçadas foi tão ridículo, que não tinha como não rir. Vai ver que a lógica é essa: rir pra não chorar! Oh my.
Mas a proposta do evento era realmente louvável e foi uma boa oportunidade pra assistir muitos filminhos interessantes produzidos em diversos cantos do globo. O conceito de unir diferentes olhares para o bem da humanidade, num movimento de aproximação de culturas, realmente é muito legal.
Agora o mais legal de tudo foi tomar conhecimento de site We Feel Fine (http://www.wefeelfine.org), cuja proposta é agrupar informações sobre o humor das pessoas na web, num verdadeiro “destrinchamento” do banco de dados que a internet é. Consiste essencialmente num sistema que puxa nos blogs em todo o mundo as ocorrências das frases “I feel”e “I am feeling” (eu sinto ou eu estou sentindo) acompanhadas de seu complemento ex.: “sad, happy, depressed” (triste, feliz, deprimido…). O resultado é o cruzamento dos dados de humor com a localização, clima e otras cositas más (como fotos) – facilmente mapeadas na web. Assim, é possível fazer o cruzamento de informações para identificar diversos aspectos como, por exemplo, o humor das pessoas na Inglaterra em um dia de sol e a foto que retrata esse sentimento. O site é bem modernete e realmente vale uma visita. Para mim, respresenta um bom exemplo precursor da chamada web 3.0, já que o site faz uso do grande banco de dados que é a rede mundial para mapear os sentimentos e humanizar a internet. Ah, detalhe: o projeto existe desde 2005, daí a minha consideração de que trata-se de precursor da onda 3.0.






