Li essa semana dois artigos interessantes sobre movimentos de música, dança e arte que têm lugar no mundo real, mas que contam com o apoio do mundo virtual para sua divulgação e propagação “ideológica”.
O primeiro deles foi o “London freeze“, um movimento, manifestação, performance, encontro, ou sei lá o quê, que rolou em Londres na Liverpool Street Station, no dia 30 de abril, entre 18:24 e 18:26h. No dia, local e horário combinado – pessoas já avisadas da manifestação, pela web – se “congelaram” em poses, no mais puro estilo da brincadeira “estátua!”. A mensagem que se encontrava no site do movimento era:
PREPARE A POSE FOR THE LONDON FREEZE, 30 APRIL, LIVERPOOL STREET STATION, 18.24-18.26, SPREAD THE WORD
PREPARE UMA POSE PARA O LONDON FREEZE, ESPALHE A NOTÍCIA
Para ler mais sobre a performance, clique aqui.
Interessante observar como a internet tem um elevado índice de propagação e potencial de viralização de muitas interações que se dão no mundo real. Sei que o que eu digo é meio banal. Afinal, são inúmeras as conjunções de ações virtuais com reflexo na vida real e vice-versa. Não é novidade, mas podemos ver cada vez mais esses tipos de interação/ organização real-virtual, como por exemplo nos vários casos do Twitter em palestras (explico mais outra hora). De toda forma, apesar de ser óbvio, considero o assunto um bom tema para reflexão sociológica e comportamental.
Pois bem, o segundo caso que li foi do movimento Tecktonik que tem rolado em Paris. Jovens marcam pela internet um ponto de encontro, em que se divertem ao som de música eletrônica e visual anos 80. Além da internet ser o palco para divulgação dos encontros (vulgo “aprems”, de après-midi), vários vídeos do movimento têm pipocado pelo YouTube.
O fenômeno é de dança e também de internet, e é a primeira vez que as duas vertentes se misturam tanto – Anne Petiau, Socióloga, Sorbonne
Os ‘aprems’ são anunciados apenas em nossa página. Mesmo assim já conseguimos reinir até mil pessoas e está aumentando. O movimento permite que os participantes conheçam muitas pessoas, se comunicando pela internet e depois pessoalmente nos eventos ou nos clubes – DJ Fozzie Bear, membro do grupo organizador Dance Generation
Para saber mais sobre o movimento Tecktonik, leia o artigo que saiu na BBC “Novo movimento que mistrura dança e moda invade ruas de Paris”.


Nossa Suzana, também morro de vontade de trabalhar lá…
Vc viu, não lembro em qual Exame, acho que na última, falando que quem se interessa em trabalhar lá deve, além de ser “foda”, passar por uma bateria de 8 entrevistas…
Tá preparada? rs
Abs
Ou, Renato, não li essa exame não! 8 entrevistas? É… não é pra qualquer um… Vamo encarar? rsrsrsrsrsrs