O Marco Antônio Gonçalves publicou essa semana em seu blog o vídeo apresentado esse ano no encontro anual da LMA (Legal Marketing Association). Pelo teor do vídeo, não podia deixar de me manifestar. Ele satiriza o advogado do futuro (tão do futuro, que é intergaláctico) que se tornou submisso e dependente do departamento de marketing (!).
Em primeiro lugar, o vídeo é tosco. Propositalmente tosco. Mas tosco.
Como se pode ver no filminho, eles simplesmente jogaram um cenário e figurino toscamente futuristas e transpuseram situações atuais para um contexto espacial. A graça toda do vídeo, como bem colocou Marco Antônio, fica por conta dos advs cabeça-dura (me perdoem!), que mesmo sendo capachos do departamento de mkt, insistem em ações de retorno nulo para o universo jurídico (como colocar anúncio do escritório num foguete – *aí, Zé, dá-lhe mídia alternativa, rs).
Fiquei pensando como eles poderiam ter aproveitado a deixa do tema FUTURO para realmente explorar o que vem por aí no quesito novas tecnologias de uma forma mais inteligente.
Lógico que minha mentalidade atual está totalmente voltada para o J+ (Jurista do Futuro), na “incrível” ponte que consegui fazer entre marketing jurídico e novas tecnologias. Pois bem, por que não pensar nas gracinhas da web 2.0, 3.0 (ou o nome que quiser dar) em benefício do universo jurídico? Por que não pensar no desenvolvimento tecnológico, na ausência de servidores nos escritórios ou na mobilidade geral (como o livro The Big Switch relata)? Por que não pensar na certificação digital de documentos, em cartórios digitais (saga de ir ao centrão pra tirar segunda via de certidão de casamento – never more!)? E por aí vai.
O Gustavo d’Andrea teve boa colaboração no tema. O papo de ontem valeu, né? Gracias!
No próximo post sobre o J+ farei um breve histórico de como eram os escritórios de advocacia há 20 anos (pré internet ou até pré comutador, época do telex!?!, anos dourados do fax), para posteriormente retomar a discussão do Susskind sobre o futuro da advocacia. E se alguém tiver doces memórias para compartilhar (independente de ser em escritório de advs), por favor fiquem à vontade.
E pra quem está chegando agora, veja aqui o que já foi escrito sobre o J+, futuro da advocacia, Susskind etc.


Minha conexão está uma porcaria, por isso não consigo ver o vídeo inteiro. Mas só pela introdução… socorro! Mandem todos eles para o espaço, com ou sem foguete, com ou sem mídia… rsrsrsrs!
Quando estiver com uma internet mais decente, faço um comentário mais decente também.
Agora sim assisti ao vídeo. Achei de péssimo gosto. Não somente pelo fato da submissão ao depto de marketing, mas pela satirização da tecnologia em si: “peer monitor” substituindo o display de folhas, holografias que substituem a vídeoconferência (sem contar o “piiii” irritante que ela emite antes de clicar na tela invísivel). Nem vou citar o cabelo azul aludindo à Margie dos Simpsons e o uniforme que lembra os seriados de SciFi.
Enfim, mesmo sendo tosco de propósito, acho que o vídeo subestimou a inteligência das pessoas. E o vídeo não se restringe só aos J+, é uma ofensa a qualquer profissional que acompanha as inovações tecnológicas de perto.
Sei que estou fazendo um comentário absurdamente atrasado, mas, quando se fala em ações de marketing para uma advocacia do futuro o assunto nunca pode ser antigo.
Estive na semana passada em um evento da OAB/SP / ESA para o lançamento de uma revista científica jurídica virtual que já está disponível para o público somente neste formato.
Na abertura do evento o presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, proferiu uma palestra para os presentes onde falou praticamente durante uma hora sobre as novas tecnologias disponíveis para os advogados, e também a respeito das inovações tecnológicas que estão sendo estudadas e implantadas pelo TJSP.
Para quem é pouco afeito ao tema, a palestra do presidente da OAB/SP poderia até parecer encantamento de criança com um brinquedo novo. Para quem está acostumado com o discurso do marketing jurídico, parecia que eu estava presenciando a palestra de um autor de marketing, tais são as inovações previstas e, principalmente, as que já estão implantadas e em perfeito funcionamento.
Todos sabemos que o tema marketing jurídico ainda sofre bastante resistência na advocacia, principalmente por parte de setores mais conservadores e francamente reacionários.
Mas chegará o tempo em que até mesmo os mais resistentes serão obrigados a compreender que algumas mudanças não são meros modismos, mas tendências que vieram para ficar e que futuramente serão as únicas formas possíveis de atuação.
Quando os advogados foram obrigados a abondanarem a pena para modernizarem-se com o uso das primeiras máquinas de escrever, francamente, foi um “Deus nos acuda”. Quando anos depois os primeiros PCS entraram nos escritórios, foi outra onda de protestos por parte daqueles de juraram que jamais abandonariam suas Rhemingtons e Ollivettis. Pois bem, hoje a Olivetti do Brasil é apenas um número de processo falimentar. A Rhemington, foi incorporada pela IBM. E a maior parte daqueles que defendiam os equipamentos obsoletos? Mortos como os dinossauros, ou, apenas fora do mercado.
Nós humanos do século XXI somente estamos aqui porque aqueles que nos precederam adaptaram-se às mudanças.
Quando ingressei na faculdade de direito a primeira coisa que aprendi foi que a forma de um ato jurídico jamais pode ser mais importante que seu conteúdo.
Os reacionários de plantão são justamente aqueles que preferem a forma ao conteúdo.
Oi Jairo, nunca é tarde para comentar
Concordo plenamente com a sua colocação. Não tem outra solução que adaptar à realidade “high tech” atual. E os que resistirem, continuarão dinossauros para o todo sempre, amém. “terão que compreender que algumas mudanças não são meros modismos, mas tendências que vieram para ficar” Falou tudo.
Gde abraço!