Achei que fosse demorar mais um pouquinho…
A Vivo saiu na frente e anunciou ontem que a partir de abril estará comercializando celulares que transmitem TV digital móvel. A novidade estará disponível primeiramente em São Paulo e depois nas demais localidades onde a transmissão da TV digital for implementada.
Os aparelhos que estarão disponíveis são o Semp Toshiba VK-500 e o Samsung V820L, este último aparentemente testado pelo estimado presidente da república.
De acordo com Gunnar Bediks, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do sistema da TV digital Brasileira, “Mesmo em movimento é possível receber imagens estáveis”.
Se está curioso para saber como funciona, o pessoal do Estado de São Paulo testou o aparelho da Semp Toshiba no ônibus. Veja aqui.
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Partamos agora às divagações.
A possibilidade da TV Digital móvel representa, obviamente, uma maior mobilidade através de mais uma convergência de mídias. No entanto, não podemos relevar o fato de que a programação dessa TV digital móvel é exatamente a mesma da TV digital tradicional, ou seja, fixa. Isso que dizer que a programação não é concebida para ser vista em uma tela pequena, mas em uma tela de TV normal. Também não é concebida para ser vista em movimento, tampouco para ser vista por um período curto com a possibilidade de uma interrupção brusca.
O que quero chamar a atenção aqui é que muito provavelmente teremos em breve uma Mobile TV, criada exclusivamente para o ambiente móvel e que leva em conta as características do meio.
A Dra. Shani Orgad (professora do LSE, Londres) especula no relatório – encomendado pela Nokia – “This Box was made for walking…” como a Mobile TV irá transformar a experiência tradicional de se assistir TV. A previsão é de que a Mobile TV concorra com a TV tradicional em ocasiões em que o usuário não tenha acesso a um aparelho de televisão. No entanto, a grande chave da modalidade de TV móvel será o oferecimento de uma programação COMPLEMENTAR à tradicional, interativa e personalizada, diferente do que estamos acostumados – e que levará em conta fatores como dimensão da tela, horários nobres (do ambiente móvel), em que situações as pessoas assistirão à TV móvel e tempo de exposição. Ou seja, serão 2 gêneros televisivos complementares: o fixo e o móvel.
Mudando um pouco de pau pra cavaco, o Gil Giardelli (RB) publicou recentemente em seu blog um vídeo com o cineasta David Lynch criticando filmes em celular. Em resposta ao seu post: acredito que assim como haverá 2 modalidades de TV (fixa e móvel), um novo formato de filme – específico para a “telinhazinha” – surgirá, sem eliminar a fantástica experiência pipoca-no-escurinho-do-cinema-com-telona-tradicional.


Gastar R$ 1.300,00 para assistir Globo e SBT? Vou esperar só mais um pouquinho… rsrsrs!
Gostei muito do blog, do artigo e da frase “Mudando um pouco de pau pra cavaco”, voltarei sempre! bjs GG
[...] na oficina da Jump, não pude deixar de puxar papo sobre mobile TV (aquela que já comentei por aqui, num formato exclusivo pra celular, que leva em conta as características específicas do meio – e [...]
O que precisa ser entendido pelo governo e outros orgãos que viabilizarão a TV digital no Brasil, é que o que está em jogo são questões que vão muito além do sinal…TV digital não é só transmissão de qualidade, mas uma possibilidade que demanda repensarmos os conteúdos e, como vc disse, as peculiaridades e potencialidades de produção, que rompem com o modelo centralizado e convergem para as experiêcias de colaboração que já vêm ganhando força na internet.
[...] * Como tem tempos que não piso no Mineirão, não posso falar se esse tipo de coisa já tem rolando por aqui. Mas a tecnologia já está na área. Basta ter tutu pra adquirir seu super-aparelho-marmotinha. [...]
[...] Tv digital móvel no Brasil e algumas divagações. [...]